Eu sou trabalhadora do Lar da
Caridade.
Eu quis dizer assim: Eu sou “oficialmente”
trabalhadora do Lar da Caridade. A oficialização se deu quando o Duany, perguntou
se eu não ia comprar a camisa dos trabalhadores da casa, já que eu estava
TRABALHANDO, coordenando a entrada das pessoas para o passe.
Mas pra mim a confirmação tinha
se dado antes, e é disse que eu quero falar aqui:
Primeiro preciso explicar que há mais
ou menos um ano localizei o Centro Espírita Lar da Caridade. Digo localizei
porque há alguns anos rodei varias vezes aquela mesma área em busca do lar e
não o enxerguei. Um dia, por acaso, sem sequer sair do meu caminho rotineiro,
olhei para um muro branco recém pintado e intuí ser o lugar. Passei na frente,
vi os horários das palestras e comecei a frequentar e participar dos passes...
simples assim.
Há cerca de três meses faço parte
da Primeira Turma do Curso Básico de Espiritismo para Principiantes, do qual são
orientadores o Duany e o Tomai, e assim aprendi a ouvir os conselhos dos quais reconheço
hoje por amigos espirituais, que se uniram a mim por afinidade, fora claro, os do
meu anjo da guarda. É importante dizer também que aprendi a sobre a força da
prece/pensamento e o quanto somos responsáveis pelo que queremos, pedimos e
criamos para as nossas vidas.
Eu tinha um desejo enorme de
participar de alguma forma daqueles trabalhos da casa mas sempre pensei que
apenas médiuns ostensivos é que faziam parte. O que definitivamente não é o meu
caso já que eu nunca vi nem ouvi Dead
People.
Na verdade eu tinha tido a
oportunidade de ficar uma vez na porta do passe, bem no inicio, num dia de
pouco movimento e outra vez, num dia que chequei esbaforida numa palestra e
levei um baita tombo bem na porta do centro e ai me deixaram colocar água nos
copinhos de passe. Nas duas vezes a sensação de prece atendida.
Mas na ultima quinta o que
aconteceu foi diferente e especial. De alguma forma após a palestra todos os
processos normais se encaminharam e os trabalhadores se dirigiram a seus postos
e eu, como de costume, segui para escrever os nomes de meus parentes e amigos nas
caixas de vibração de desobcessão enquanto esperava a minha vez de tomar passe.
No meio de minha lista, percebi que, já próxima da hora da primeira turma de
pessoas saírem do passe, ninguém havia ido botar a água nos copinhos. Perguntei
então ao Tiago, meu colega de estudos, se eu poderia e deveria, sem ninguém ter
mandado, colocar a água nos copinhos, ao que ele respondeu rápida e
afirmativamente.
Bom, o fato é que, entre tantos
presentes, fui a única que notou ou posso escolher entender que fui eu a
avisada para botar água nos copinho. E foi assim, neste dia, desta forma, que
passei, por minha conta, risco e convencimento, a sentir trabalhadora do Lar da
Caridade.
Fábia Adriana Vieira
Aluna do Curso Básico de
Espiritismo
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