domingo, 3 de junho de 2012

Lar da Caridade


Eu sou trabalhadora do Lar da Caridade.

Eu quis dizer assim: Eu sou “oficialmente” trabalhadora do Lar da Caridade. A oficialização se deu quando o Duany, perguntou se eu não ia comprar a camisa dos trabalhadores da casa, já que eu estava TRABALHANDO, coordenando a entrada das pessoas para o passe.

Mas pra mim a confirmação tinha se dado antes, e é disse que eu quero falar aqui:

Primeiro preciso explicar que há mais ou menos um ano localizei o Centro Espírita Lar da Caridade. Digo localizei porque há alguns anos rodei varias vezes aquela mesma área em busca do lar e não o enxerguei. Um dia, por acaso, sem sequer sair do meu caminho rotineiro, olhei para um muro branco recém pintado e intuí ser o lugar. Passei na frente, vi os horários das palestras e comecei a frequentar e participar dos passes... simples assim.

Há cerca de três meses faço parte da Primeira Turma do Curso Básico de Espiritismo para Principiantes, do qual são orientadores o Duany e o Tomai, e assim aprendi a ouvir os conselhos dos quais reconheço hoje por amigos espirituais, que se uniram a mim por afinidade, fora claro, os do meu anjo da guarda. É importante dizer também que aprendi a sobre a força da prece/pensamento e o quanto somos responsáveis pelo que queremos, pedimos e criamos para as nossas vidas.

Eu tinha um desejo enorme de participar de alguma forma daqueles trabalhos da casa mas sempre pensei que apenas médiuns ostensivos é que faziam parte. O que definitivamente não é o meu caso já que eu nunca vi nem ouvi Dead People.

Na verdade eu tinha tido a oportunidade de ficar uma vez na porta do passe, bem no inicio, num dia de pouco movimento e outra vez, num dia que chequei esbaforida numa palestra e levei um baita tombo bem na porta do centro e ai me deixaram colocar água nos copinhos de passe. Nas duas vezes a sensação de prece atendida.

Mas na ultima quinta o que aconteceu foi diferente e especial. De alguma forma após a palestra todos os processos normais se encaminharam e os trabalhadores se dirigiram a seus postos e eu, como de costume, segui para escrever os nomes de meus parentes e amigos nas caixas de vibração de desobcessão enquanto esperava a minha vez de tomar passe. No meio de minha lista, percebi que, já próxima da hora da primeira turma de pessoas saírem do passe, ninguém havia ido botar a água nos copinhos. Perguntei então ao Tiago, meu colega de estudos, se eu poderia e deveria, sem ninguém ter mandado, colocar a água nos copinhos, ao que ele respondeu rápida e afirmativamente.

Bom, o fato é que, entre tantos presentes, fui a única que notou ou posso escolher entender que fui eu a avisada para botar água nos copinho. E foi assim, neste dia, desta forma, que passei, por minha conta, risco e convencimento, a sentir trabalhadora do Lar da Caridade.

Fábia Adriana Vieira
Aluna do Curso Básico de Espiritismo

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