terça-feira, 15 de setembro de 2015

Saudades, Lili


"Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou."
mARIO qUINTANA





 Ah, Lili
quem me dera gastar 
todos os meus domingos
desmanchando teus cachinhos macios
 e te vendo dormir tranquila

Meu pinguinho de gente risonho,
tu es bem mais que suficiente
pra transbordar de alegrias
meu copo meio vazio de sentimentos


Se tu soubesses, pequenina,
que a cada vez que morro
 é o teu sorriso que busco
para volto a renascer.


Ah, Lili
quando desces as escadas
com o teu sorriso de vidro
trazes de volta a primavera
Para dentro do meu triste coração.





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