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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Saudades, Lili


"Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou."
mARIO qUINTANA





 Ah, Lili
quem me dera gastar 
todos os meus domingos
desmanchando teus cachinhos macios
 e te vendo dormir tranquila

Meu pinguinho de gente risonho,
tu es bem mais que suficiente
pra transbordar de alegrias
meu copo meio vazio de sentimentos


Se tu soubesses, pequenina,
que a cada vez que morro
 é o teu sorriso que busco
para volto a renascer.


Ah, Lili
quando desces as escadas
com o teu sorriso de vidro
trazes de volta a primavera
Para dentro do meu triste coração.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dia de chuva

Desliguei o ar, abri o vidro, e deixei a vida entrar pela janela...
A chuva fina veio me beijar a face.
A ventania parecia me fazer um doce cafune.
E foi assim, de cabelo embaraçado, parada num sinal vermelho, que o retrovisor me flagrou sorrindo...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

o tempo

Hoje pensei muito sobre o tempo.
como se passa, como se perde, como se mede o tempo...como se espera o tempo...

O tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando de vê, já é sexta-feira! 
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... 
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de teGOmpo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario Quintana


O tempo é mesmo relativo
quando se esta com quem se gosta
Se nao vejamos:
Hoje 2 horas se passaram agradavelmente devagar para que eu e a minha amiga Iane aproveitassemos a companhia uma da outra.
Ja os meses que passamos longe puderam ser contados ao tempo do derreter de duas bolas de sorvete...
E coisas que pareciam tao importantes para serem discutidas deixaram de ter importancia ou ate mesmo de fazer sentido.
Ja na aula que tive em seguida, uma hora durou uma eternidade.
Mas enfim...

O tempo passa rápido demais para quem esta com quem ama. Devagar demais para quem espera e nunca passa quem não sabe o que sente. Para mim, as noites tem sido longas, os dias passam por mim quase sem que eu me dê conta. Pessoas vêm e vão sem levar de mim mais que a sombra de um sorriso triste, quase vazio...

Quase! Porque dentro de mim, uma pequena chama teima em brilhar e iluminar meus olhos, aquecer meu coração e esboçar o que seria o meu sorriso.
Essa chama é a esperança de que entre a relatividade do tempo dele  e do meu, a gente se cruze "qualquer hora dessas".
Enquanto isso ocupo o tempo para não ter que esperar esse momento unico ... o tempo dele ainda não chegou. Eu bem sei... Meu menino, meu rapaz... meu...bb.
Ainda assim confesso: toda noite olho meu celular esperando ver o "boa noite".
Boa noite bb!
Dorme com os anjos e sonha comigo
quem sabe um dia voce...


Resposta ao Tempo
Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Pra ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Composição: Aldir Blanc

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Valeu boi


Sinonimos
Quanto o tempo o coração leva pra saber
Que o sinônimo de amar é sofrer
No aroma de amores pode haver espinhos
É como ter mulheres e milhões e ser sozinho
Na solidão de casa, descansar
O sentido da vida, encontrar
Ninguém pode dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
Quem tem amor na vida, tem sorte
Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte
Ninguém sabe dizer onde a felicidade está
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
Sinônimo de amor é amar
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônimo de amor é amar
Quem revelará o mistério que tem a fé
E quantos segredos traz o coração de uma mulher
Como é triste a tristeza mendigando um sorriso
Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso
O amor é feito de paixões
E quando perde a razão
Não sabe quem vai machucar
Quem ama nunca sente medo
De contar os seus segredos
Sinônino de amor é amar
Composição: Augusto / Claudio Noam / Paulo Sérgio

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Amar o mar

 Dar um tempo. Deixar que as coisas se resolvam. Olhar por outro angulo... eu poderia dar mil desculpas para viajar... mas a verdade é que o coração sente falta do mar. Nao tem explicação, so saudade!




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Na ponta dos pés


A vida da volta e as vezes a gente escolhe dar voltas na vida... voltas na ponta dos pés

É interessante como algumas coisas na vida da gente marcam:
Ainda consigo lembrar da dor que sentia quando minha mãe enfiava os granpos no meu coque quando era criança,  e o quanto eu odiava o quanto ela puxava o meu cabelo para que o tal penteado ficasse perfeito...
Pois bem, voltei a fazer ballet, e ja no segundo dia esta lá eu com meu coque cheio de grampos, cabelo liso, impecável,  conseguido a base de muitos puxões ... extremamente orgulhosa de mim e de minha mãe!

Não sei se quero ser bailarina... o ballet joje já  nem é como eu lembrava... mas me enchi de orgulho quando o professor disse que o ballet ainda estava no meu corpo. Na hora eu pensei comigo: sim, é claro que esta, poid eu aprendi com o melhor! Fui aluna de seu pai, fui bailarina do Helly Batista, seu pai.

A Bailarina

Lucinha Lins


Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez
Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa
vivo na ponta dos pés
Um, dois três e quatro
Dobro a perna e dou um salto
Viro e me viro ao revés
e se eu cair conto até dez
Depois essa lenga-lenga
toda recomeça
puxa-vida, ora essa!
vivo na ponta dos pés
Quando sou criança
viro o orgulho da família
giro em meia-ponta
sobre minha sapatilha
Quando sou brinquedo
me dão corda sem parar
se a corda não acaba
eu não paro de dançar.
Sem querer esnobar
sei bem fazer um gran de car
E pra um bom salto acontecer
Me abaixo num demi plié
Sinto de repente
uma sensação de orgulho
se ao contrário de um mergulho
pulo no ar um gran jetté
Quando estou no palco
entre luzes a brilhar
eu me sinto um pássaro
a voar, voar, voar
Toda Bailarina
pela vida vai levar
sua doce sina
de dançar, dançar, dançar
Composição: Mutinho / Toquinho

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Amar Quintana

Ele sempre me chamou e agora eu
vou!
Amar Quintana, sentir Quintana, viver Quintana...
Mário, tô indo!
Amor Fábia


Ps. Lili, saudades... eu tô chegando pra te dar aquele abraço de quebrar todas as costelas.

Amo-te
Tia Fábia





O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E ha uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...
Mario

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

teus olhos

Esse teu olhar quando entra o meu
Fala de umas coisas
 que eu nao posso acreditar
Doce é sonhar, é pensar que voce
Gosta de mim como eu de voce

Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou
Sonhou demais, ah! Se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos
Tom Jobim


E naquele dia da partida eu vi minha alma através dos teus olhos...

domingo, 24 de novembro de 2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os tais caquinhos


Pátrias, Famílias, Religiões
E preconceitos
Quebrou não tem mais jeito
Agora descubra de verdade
O que você ama...
Que tudo pode ser seu
Se tudo caiu
Que tudo caia
Pois tudo raia
E o mundo pode ser seu


Interessante como as coisas vão acontecendo na vida da gente... Parece que enfim consegui, de uma vez so, resolver dentro de mim um turbilhão de sentimentos que há muito me reprimiam.  
Com o casamento de amigos relembrei bons momentos com o meu ex e senti enfim o coração mais leve; das conversas no shopping adquiri  boas lembranças sobre mim e de como eu era e  que queria profissionalmente, do evento que acabei participando no trabalho, consegui olhar de frente- e de igual pra igual- pra aquele de quem eu já tive mais medo na vida.
Sobre um pedaço que faltava... a peça que nunca encaixou, essa quem montou pra mim foi minha amiga querida, agora mamãe de um  pequeno príncipe. Ela, que na sua doçura, me esclareceu, me redimiu e me libertou...
Esclareceu quando de falou pela primeira vez sobre sapiossexualidade.
Me redimiu quando, citando Millo, me disse:  Se disserem que o crime não compensa, você tem que lembrar que é porque, quando compensa, não é crime”.
E me libertou lembrando que a vida e feita de escolhas e que em alguns jogos as regras nãos são tão claras.
Agora estou indo a São Paulo com a sensação de que vai buscar o ultimo pedaço de um quebra- cabeças. Confesso que vou cheia de sonhos, com quem vai ao encontro de um amor idealizado, uma historia mal terminada, um livro sem final feliz... estilo antes do entardecer ou algo bem piegas do tipo... Não sei como volto, mas quero voltar inteira, e com a certeza de que vivi tudo que deveria, e mais que isso, quero por um ponto final nesta historia, por mais linda ou mais  conveniente que ela me tenha sido por todos esses anos.
Quando eu voltar espero estar pronta para viver não mais nenhuma dessas, mais sim uma nova historia, nem que seja com os mesmos personagens...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Borboletas e risos


"Não importa o tempo que passou

Eu quero desfrutar do que ainda me resta, 
o que me espera?
Há tanto pra recuperar
Há tanto pra contar de nó"



Lírios brancos combinam com meu bem
Borboletas e risos

Lua cheia também

Você, demais, sempre me faltou
Não desvie os seus olhos


Me enfeitiçar
Derrubar as fronteiras em mim

Me hipinotizar

Escrever outra página
Redecorar minha casa

(Isabella Taviani)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Interesses

  As fases da minha vida
em 3Vs

Criança:

Vestido, vitamina e vacina



Adolescente:

 Vodca, verso e viola


Assalariada:

Viagem, varejo e viado


Adulta:  

Vigaristas, vinho e violão


&

Totalmente independente:

 Victor Hugo, Versace, Veuve clicquot


ou quase la!!!!!!!!!!!!!!!





quarta-feira, 25 de abril de 2012

Entre flores e declarações

A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
(Kid Abelha)

Sempre foi assim!
Minhas forças, angustias, teimosias,
 imergem submissas
 no mar dos teus olhos.
toda minha razão de desmancha em águas.
Quantas vidas terei que viver
Quantas dores terei que sofrer
para aceitar que entre nós o amor é fato
mas recomerçar é um novo fim.
E  cada inicio, um pós- scriptum.
sempre foi assim, será sempre assim
e em 28 de abril, a resposa ainda sera sim!


sábado, 3 de março de 2012

Psicanálise em três partes

Dia desses eu acordei numa ressaca homérica enrolada num lençol todo desfiado, meu cabelo fedia a cigarro e eu não fazia a menor ideia de onde estava. A moça que me acordou falou algo mais ou menos assim: “Fia, o meu irmão disse pra Mim te emprestar uma muda de roupa tu ir mais eu pegar o sarapatel na mana. Há, e tá faltando água, mas eu botei um copo com água pra tu jogar na cara, viu!

Putz! Olhei no relógio e eram seis horas da manhã. Minha cabeça doía, minhas roupas tinham sumido, num sabia quem era aquele povo, mas por algum motivo não fiquei assustada nem desconfiada. So me zanguei porque não achava meus óculos e ainda por cima não tinha água. E se tem uma coisa que eu detesto é ter de trocar de roupa sem tomar banho. Mas as coisas ainda iam piorar. Quando perguntei pelas minhas roupas, a moça simplesmente disse: “a mãe lavou e ta secando, mas pode usar aqui essas minhas”.

Quando eu olho pras roupas... um top azul de tomara que num caia mais justo que Deus,  uma saia vermelha modelo “roubei da minha irmã caçula”, um tamanquinho de acrílico 39/40 (uso 35/36) de salto que faz tec e dói na lombar. Olhei para o vestido que ela usava e sorri sinceramente agradecida.

Fazer o que?! Após tanta gentileza e com a cabeça super confusa voltei do banheiro e ela me deu a chave do meu carro para seguimos para a casa da tal Mana, viagem que faríamos diversas vezes seguidas naquele dia, pra pegar cerveja, carne, gelo, etc, além, claro de pegar e levar bêbados. Fora um que vomitou no Meu carro mas deixa quieto porque o povo lá valou.

Sim, mas cronologicamente contando, ela foi dirigindo, lógico! No caminho, teve a oportunidade de me explicar que seu nome era Dita e naquela noite eu tinha ido parar lá no sitio com um grupo de amigos de seu irmão e que naquele dia era aniversário dele e teria uma grande festa com pagodão e direito a toda Ada possível: panela, buchada, feijoada, cervejada, caranguejada, galinhada e ate maconhada, pra quem gosta. Pense! O mais legal estava por vir: Na festa só não tinha cadeira... Show!

Ai eu pensei: “tranquilo, deixo a moça e invento uma desculpa vou embora, sumo desse pesadelo, esqueço tudo isso e ninguém nunca mais sabe de mim. Super normal”. Ai a Dita começa a discorrer da alegria de todos pela minha presença, de o quanto o irmão dela esta feliz de eu estar lá, de como fulana, sicrano e beltrana gostam de mim, e a mãe dela tinha ate chorado porque eu a chamei de tia... detalhe: num conheço ninguém de quem ela tá falando e, pra dizer a verdade nem lembro como fui parar nesta situação, e o mais estranho: apesar da dor de cabeça, o quanto estou tranquila com tudo isso.

Enfim, de volta definitivamente ao sitio, cumprimentamos diversas turmas e ela parou junto a  um grupo enorme bem em frente ao palco do pagode, próximo as caixas de som, ao lado de uma churrasqueira com carne de porco e bode, onde observei temerosa a aproximação um cara muito feliz com dentes entramelados e sujos de feijão e alface que sorria e falava espalhando farofa pelo salão. Ai Deus, seria o aniversariante? Fiquei sem saber porque o cara caiu duro e seco bem nos meus pés e os outros cuidaram de sumir com ele. UFA! Baixei a cabeça e sai me esquivando depressa de um e outro.

Perto dali, rapazes até bem simpáticos, fortinhos e sorridentes, vestindo apenas calça jeans e chinela japonesa branca ou verde, equilibravam seus copos de cerveja mostravam seus pacinhos ensaiados enquanto surravam o cós do jeans no chão de terra batida. Bonitinho de ver e comentar com as amigas, mas como tinha perdido até a Dita de vista, sem amigas é meio tipo pegar Sharon Stone numa Ilha e não ter pra quem contar... adiantei o passo e corri pra tentar chegar de volta até a casa.

Tinha uma turma mais afastada, sentada no chão bebendo, fumando e filosofando sobre a grandeza da força das águas da chuva ao riscarem o azul do céu... passei foi longe. Outra turma se movimentava mais próxima aos carros ouvindo forro bem alto, tentando competir com o som oficial da festa. Dizer o que...

Segui para dentro da casa na esperança de achar um cantinho mais calmo e um copo de água para engolir um remédio. Mas ai decidi pegar meu carro e ir embora. Só que eu nem sabia onde eu estava nem pra que lado era o tal embora porque dali pra casa da Mana nem placa tinha.

Ai eu fiz o que toda mulher independente, decidida, positiva e afirmativa faz quando se vê em situações como esta: entrei no meu carro e chorei até não poder mais.

Fim da parte 1

 Parte2

E foi nesta situação, com a cara inchada, desesperada, desolada, que ouvi baterem no vidro do meu carro. “Meu Deus, finalmente a encontrei. Abre a porta por favor!”

Era um Homem muito bonito, ar sereno, mas visivelmente preocupado, que ainda assim me passava muita confiança. Abri a porta do carro e ele me abraçou de uma forma que me fez acreditar que dali pra frente tudo ficaria bem.

Primeiro ele perguntou se eu estava bem e com a minha afirmativa começou a explicar que aquela era a casa de sua tia e que o primo dele, o aniversariante, tinha me dado um remédio pra eu dormir e tinha me trazido pro sitio no meu carro, com o objetivo de fazer com que ele viesse atrás de mim e ficássemos ambos para festança. “Uma brincadeira muito da sem graça, por sinal”, ressaltou ele. Quando ele foi avisado pelos colegas pegou o carro e veio nos seguindo e chegando no sitio despertei  e conheci sua tia. Como eu ainda estava muito sonolenta preferi continuar dormindo no quarto dela, so que acabei cochilando na rede do filho dela enquanto ela arrumava a cama pra mim e ele preferiu me deixar dormindo, tendo ficado o resto da noite num colchão do meu lado. Minha roupas foram trocadas comigo acordada porque o imbecil do aniversariante tinha derramando vodca em mim na viagem... pense!

Pela manhã, com a falta de água, (aliás, causada porque um bebum quebrou um cano, sabe Deus como), ele, que é engenheiro, foi lá tentar arrumar e quando voltou não me encontrou mais porque o imbecil do primo, achando pouco o que fez, pra evitar que ele fosse embora, me mandou pra cidade, pra ele ter que ficar me esperando, e eu, coitada, sem noção de nada, indo e voltando.

Aos poucos fui lembrando que aquele homem tão atencioso era um amigo de uma colega de trabalho por que eu era simplesmente encantada, so que eu jamais ia ter coragem de dar qualquer indireta porque ele era simplesmente O CARA. Já tínhamos nos visto muitas vezes em viagens e situações profissionais, nada mais que trocas de olhares, sorriso, esbarrões, gracejos, delicadezas, cafezinhos zelos e atenções, mas nada além. Na noite anterior tínhamos, eu, ele e uma turma grande que tinha trabalhado no evento combinamos de ir até um barzinho exatamente para comemora o aniversário do tal primo.

Nós estávamos nos entendendo mais que bem e como eu estava de carro e ele também, combinamos de dividir mais um refrigerante. O assunto tava muito afinado, parecia que so tinha a gente La. O clima ta super gostoso e todo mundo falando de ir pra esse sitio, mas ele, que ia fazer um curso no dia seguinte, já tinha despachado a tropa. Mas tinha perguntado se eu me importava de ficar conversando mais um pouquinho... imagina.

Eu só sei que ele tirou da carteira um bilhete todo amassado com o meu nome digitado e pediu pra eu ler. Dizia mais ou menos assim:

Eu não sei se você acredita em alma gêmea, mas eu sim. Eu sempre soube que era você, só tive que esperar que você também me soubesse. Se você esta lendo isso é porque este dia finalmente chegou então mata o meu desejo e vem ficar comigo.

 Só que depois disso não lembrava de nada até a hora que acordei naquela rede...

Agora, eu, orgulho ferido, perdida naquele lugar estranho, me sentindo totalmente desamparada,  nos braços daquele praticamente estranho  que no entanto me parecia a única coisa certa a ser feita em toda a minha vida.

Fim da parte 2

Parte 3

Fomos embora pra casa e fomos felizes para sempre e nas minhas histórias não poderia ser diferente!
FIM
PS: 

Na verdade num foi sonho não, foi só a minha forma de explicar minha visão de céu e de inferno

Sonho lúcido, ou seria pesadelo lúcido

Freud explica?

PS2: Minha Irma psicóloca disse que conhece esse povo do sitio e sabe ate o endereço desse pagode, então, por garantia vou rezar uma Ave Maria e um Pai Nosso pra alma de cada um pra gente num ir pro mesmo lugar, Ne!

 PS3: Nada não, é só que eu ADORO PS. kkkkkkkkk

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A lista

Há alguns meses registrei a comemoração do aniversario da Lu (Luciana), que trabalha no gabinete da Sasc. Até então nos conhecíamos apenas de vistas, trocávamos um bom dia, nada mais. Naquele dia, depois dos parabéns, ouvi a Lu falando o quanto era agradecida por estar onde estava e pela vida que levava. Naquela hora pesei: Poxa, que pessoa legal. Passei a admirá-la. De la pra cá, fiz questão de conversar, tirar umas brincadeiras... enfim, me aproximar dela.
Bom, porque eu me lembrei disso? É que daqui a alguns dias é meu aniversário e eu realmente queria muito falar palavras bonitas e sinceras como as da Lu, que fizessem com que as pessoas quisessem me conhecer mais, se aproximar... mas, enfim, sei que apesar de não ser muito sociável nem tão expansiva, conquisto o respeito de pessoas queridas e muito caras para mim... ou alguém pensa que é fácil juntar gente pra cantar parabéns, com chapeuzinho e tudo,  pra cachorrinha num sábado a noite?!?
Então, so tenho a agradecer a amizade de pessoas tão especiais que já estão na minha vida desde sempre, aqueles que estão há mais de 10, 20, 30 anos, a quem chegou há pouco e parece que já esta a vida toda, pra quem mal chegou (nem sabe se fica e já tá botando banca!), pra quem vai ficar pra sempre e também pra quem se foi porque já cumpriu tudo o que tinha pra fazer na minha vida, meu muito obrigada! Obrigada de coração! Estão todos na minha lista.

sábado, 13 de agosto de 2011

O Balanço

Quando guri, eu tinha de me calar,
 à mesa: só as pessoas grandes falavam.
 Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado
 para as crianças falarem.

Para meu Pai
e
Para Miguelzim ou Mariazinha,
Que receba, desde já, o carinho de quem o (a) espera desejando todo o amor desse mundo!
                                                                                                                   Fábia Adriana Vieira

O Balanço
 
Certo dia cheguei a casa do Mário segurando uma grossa tábua de madeira com dois buraquinhos de cada lado. Certa que faria uma grande surpresa para minha amiguinha Lili, que jamás descobriria o que era aquilo.
Assim que me viu, Lili, que estava brincando de escolinha com sua a amiga (ou melhor, sua bffs), Claudinha, correu e me deu aquele famoso abraço de quebrar as costelas.
-Que saudade, tia!
-Oi meu amor, também senti muito a as falta!- Respondi.
- E isso e pra mim, tia? – Perguntou ela apontando para a madeira.
-É sim, meu amor! Adivinha o que é???     
E antes que eu tivesse qualquer atitude, ela pegou a madeira e disse:
- Olha, Claudinha, já temos a mesa de chá. Eu pego o bule e você as xicrinhas... E correram as duas para o quarto.
Quando o Mario entrou no quarto para avisar que as cordas já estavam amarradas na árvore, estávamos as três tomando chazinho na mesinha:
- Vim buscar o balanço para pendurar na árvore, disse ele surpreso com a cena.
-Bom, o balanço vai ter que esperar, porque os bolinhos estão uma delícia. Respondi.
-Noosa, tia, era uma balanço?
- era sim, meu amor!
-Que legal, né, Claudinha, dois presentes em um! Disse a pequena
E rimos todos muito satisfeitos.
Depois do chazinhos, penduramos o balanço e brincamos a tarde inteira nele. Ora eu empurrava a Lili,  ora a Claudinha, ora elas me empurravam e ao empurravamos o Mário...

Lili e Claudinha disseram que amaram a surpresa, mas mais surpresa fiquei eu, que entrei com uma simples tábua e mão e fui recebida com o melhor presente do mundo: o amor, capaz de transformar um pedaço de madeira num brinquedo lindo de se viver.


  PS:

Também ganhei um balanço de madeira do meu pai, que ele amarrou numa arvore bem na frente lá de casa. A árvore nem existe mais, já não lembro como o recebi, mas lembro o quanto eu, minha irmã e nossa amigas nos divertimos.
Também pensei em quantas vezes na vida meu pai me surpreendeu com “pedaços de madeira”, me permitindo viver esta vida linda que construí pra mim...
 Obrigada, Papai!